quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

E de repente


Eis que surge de repente
sem aviso prévio em sua chegada
logo senti que era bem diferente
naquele olhar tão envolvente
que encantou e trouxe calma.

Mas como pode, minha gente
se nem sequer imaginava
há um segundo pertinente
foi nesta pausa intermitente
que em teus braços eu me encaixava.

Tudo isso tão iminente
poderia, até, ser uma cilada.
Mas teu sorriso lindamente,
me afirmava cordialemente
que era amor que reverberavas.

E foi assim, benevolente
 que o sentimento, de repente
pouco a pouco acumulava.
Sem esquecer, principalmente
que teu abraço afetadamente,
emergiu e fez morada. 

Autoria: Palloma Dornelas






terça-feira, 7 de março de 2017

Podes partir

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Deixar-te-ei partir sem culpa,
sem remorso, sem mágoas e nem volta.
Trilharás outros caminhos agora e,
nesses encontros com o acaso,
surgirão outros abraços,
que se encaixarão bruscamente 
nas tuas mais estranhas imperfeições.

Poderás deixá-los entrelaçados,
transformando duas almas
em apenas um só coração...
Ou, como de costume, 
seguirás solitário,
sem destino e nem preocupado,
se algum dia, desatento ou desastrado,
entregarás tua verdade, teu sorriso 
e tua vontade aos braços
da tua raridade perfeição. 

Autoria: Palloma Dornelas




Labirinto


Me perco em tuas palavras
tão fugaz e atrativas
que me confundem loucamente,
 entre as verdades e mentiras,
refletidas intensamente 
a cada instante quando ditas,
entre o farol dos teus olhos 
e na entonação poética
da tua voz característica.

Me perco em tuas vindas
 sempre tão inusitadas,
se ficarás como dizias
 na afirmação da tua fala,
ou partirás da mesma forma,
imprevisível e inesperada
e, talvez, quem sabe, um dia, 
voltarás sem dizer nada.

Me perco em teus abraços,
no teu beijo e em teu retrato,
me perco a cada instante,
 como um todo ou em pedaços...
me perco sempre que te vejo,
 porquê, não saberia me reencontrar,
sem saber que te perdi da minha vida,
da beleza dos meus dias
e do meu infinito particular.

Autoria: Palloma Dornelas  

quarta-feira, 1 de março de 2017

Falácias de um amor


Nestes encontros que surgem por um acaso, 
há sempre falácias fantasiadas de ilusão. 
De repente, são proferidas as inverdades,
tatuadas a cada verbo que reverberas com emoção.

A cada gesto que também foi ensaiado
tu encantas com ternura o mais nobre coração.
Rapidamente, assim como planejado,
tu consegues alimentar teu desejo e obsessão.

Mas, depois do teatro romântico e calculado,
é hora de partir sem nenhuma explicação.
O desejo é reprimido ao cansaço introjetado
me perdoe, mas te amar, nunca foi a intensão.

Autoria: Palloma Dornelas




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Inverdades


Embriaguei-me a cada gota de saudade
que deixaste submerso no oceano do teu beijo
de repente mergulhaste no abismo de inverdades
carregado nas atrocidades, de encantos e desejos.

Vieste vestido entre tuas extremidades
sentimentos invadidos da certeza e do medo
foste fonte do acaso das tuas próprias crueldades
consequências corrompidas pelo excesso de ensejo.

Agora que encontraste teus caminhos regulares
talvez um pouco tarde percebeste teus segredos
quem sabe tu consegues aproximar o teu acaso
só o tempo é o conserto para todo entendimento.

Autoria: Palloma Dornelas

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ao final: a despedida



Romperam-se os laços
fecharam-se os ciclos
despediram-se naquele último abraço
o que parecia, de fato, dispostos pelo destino.

Despediram-se dos acasos
 dos risos frouxos e inusitados
quase sempre era estampado
nos devaneios dissipados
e na utopia da paixão.

Ah, é tudo tão natural
tudo muda e isso tudo é normal
nada certo, se o incerto é real
a despedida é a certeza
deste encontro final.

Autoria : Palloma Dornelas







domingo, 24 de julho de 2016

Deixe-me partir


A cada encontro inusitado
tu chegavas feito vento em furacão
de repente, estava tudo bagunçado:
sentimento, alma, interesse e emoção.

Nesses encontros tão pouco inesperados
a beleza se firmava entre o toque de tuas mãos
no beijo quimicamente que sempre era trocado
e no abraço caloroso semelhante a um vulcão.

Nesses encontros que surgem por acaso
o amor é tão efêmero feito chuva de verão
o desejo é o alicerce que ultrapassa todo prazo
do chegar ao partir sem nenhuma explicação.

E no último momento do encontro incalculado
retorno ao avesso do meu estado de emoção
quiçá, um dia, o destino assujeitado
te assujeite novamente a gênese da paixão.

Autoria: Palloma Dornelas