sábado, 29 de setembro de 2018

Por um triz


Quem sou eu neste infortuno,
Sem serventia e sem rumo.
A vida efêmera encurta os minutos,
E todos os dias eu me pergunto:
Qual o sentido disso tudo?

A esperança se despenca
 do alto do precipício.
  Olho em volta, estou sozinha,
Quem escutará o meu grito?
Todo mundo indo embora,
E, aos que ficam, ignoram,
a presença, a dor e o motivo.

Todos os dias um pedaço se dissipa,
já não tem mais como impedir.
O que será daqui pra frente,
parece um beco sem saída,
sem espaço pra fugir.

Quando os sonhos saltam para longe
a parte que sobra se prepara pra partir.
A outra metade que aqui fica,
por ausência de combustível
o tempo inteiro quer sumir.

Aos poucos vão se desfazendo
falta pouco pra eu partir.
Todos os dias nascem indícios,
o sorriso é mais um disfarce,
mas ninguém notou em mim.

A verdade é que esta vida
tá sustentada por um triz.
 E mesmo clamando por socorro,
A voz é despercebida em conjunto,
pois o invisível habita aqui. 





Autoria: Palloma Dornelas





quarta-feira, 20 de junho de 2018

Se um dia



Desperta-te desta utopia
que vira e mexe rodopia
nada em volta é magia
quando aperta, que agonia
parece mesmo não ter fim.

Ressurge o drama noite e dia,
da lama ao caos que te engolia
tudo ao contrário, sem regalia
ausência de paz, nem mordomia,
pois nada parece ter dó de ti.

Clama-te, então, aos quatro elementos:
a terra, a água, o fogo e o vento.
Talvez, quem sabe, é um bom começo
para que as coisas, sem tropeço,
estejam prontas para fluir.

Autoria: Palloma Dornelas




sexta-feira, 30 de março de 2018

Sonnet of happiness


I'll ask for my life
Whether in verse or poetry
Every moment of my days
To bring you to me.

Maybe my silly
Or my lack of courage
Helped to lose you
And away from you too.

I would like the time,
By neglect or by moment,
Stripped me of courage
And make you resurge.

Author: Palloma Dornelas.

Soneto de Felicidade


Vou pedir a vida
Seja em verso ou poesia
A cada instante dos meus dias
Para te trazer pra mim.

Talvez minha bobagem
Ou minha ausência de coragem,
Ajudou a te perder
E me afastou de ti.

Quisera o tempo,
Por descuido ou por momento,
Me despisse de coragem
E te fizesse ressurgir.

Autoria: Palloma Dornelas


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

E de repente


Eis que surge de repente
sem aviso prévio em sua chegada
logo senti que era bem diferente
naquele olhar tão envolvente
que encantou e trouxe calma.

Mas como pode, minha gente
se nem sequer imaginava
há um segundo pertinente
foi nesta pausa intermitente
que em teus braços eu me encaixava.

Tudo isso tão iminente
poderia, até, ser uma cilada.
Mas teu sorriso lindamente,
me afirmava cordialemente
que era amor que reverberavas.

E foi assim, benevolente
 que o sentimento, de repente
pouco a pouco acumulava.
Sem esquecer, principalmente
que teu abraço afetadamente,
emergiu e fez morada. 

Autoria: Palloma Dornelas






terça-feira, 7 de março de 2017

Podes partir

Resultado de imagem para até breve

Deixar-te-ei partir sem culpa,
sem remorso, sem mágoas e nem volta.
Trilharás outros caminhos agora e,
nesses encontros com o acaso,
surgirão outros abraços,
que se encaixarão bruscamente 
nas tuas mais estranhas imperfeições.

Poderás deixá-los entrelaçados,
transformando duas almas
em apenas um só coração...
Ou, como de costume, 
seguirás solitário,
sem destino e nem preocupado,
se algum dia, desatento ou desastrado,
entregarás tua verdade, teu sorriso 
e tua vontade aos braços
da tua raridade perfeição. 

Autoria: Palloma Dornelas




Labirinto


Me perco em tuas palavras
tão fugaz e atrativas
que me confundem loucamente,
 entre as verdades e mentiras,
refletidas intensamente 
a cada instante quando ditas,
entre o farol dos teus olhos 
e na entonação poética
da tua voz característica.

Me perco em tuas vindas
 sempre tão inusitadas,
se ficarás como dizias
 na afirmação da tua fala,
ou partirás da mesma forma,
imprevisível e inesperada
e, talvez, quem sabe, um dia, 
voltarás sem dizer nada.

Me perco em teus abraços,
no teu beijo e em teu retrato,
me perco a cada instante,
 como um todo ou em pedaços...
me perco sempre que te vejo,
 porquê, não saberia me reencontrar,
sem saber que te perdi da minha vida,
da beleza dos meus dias
e do meu infinito particular.

Autoria: Palloma Dornelas