domingo, 14 de junho de 2015

A Invisibilidade que habito


Nos cinco sentidos 
a existência do invisível,
presente na multidão
mais um corpo foi abolido.
os olhares não refletem,
não se cruzam e ficam míopes.

A dor latente no peito
famintos de desejos, 
ecoam pelo grito.
mas o mesmo não emana
se dissipa e não alcança
o interior do indivíduo.

Na solidão enlutada
aproximo-me mais uma vez
e pelo toque das mãos enrugadas
durante a transmissão sináptica
a informação não codificada
faz a sensibilidade se perder.

Introjeto-me o sentimento
e sigo na contramão
nesse meu eu solitário
procuro outra direção.
quem sabe esta me devolva
minha alma, voz e canção.

Que o invisível que habito
possa assim transparecer
ainda que por um evaporável instante
 minha ausência se converta
e possa então renascer.


Autoria: Palloma Dornelas.














quinta-feira, 11 de junho de 2015

Movimentação




No movimento há quem pense,

quem discute e quem lute

há quem exale o desejo

e esta essência nos une.

A militância renasce 

na luta e na vontade,

talento, garra e prazer

mudam a sociedade.

O movimento que eu faço parte

há estudantes de todos os espaços,

com ética e seriedade, 

buscam construir

uma nova universidade.

Que seja um espaço de integração,

voz ativa e ação.

Mas lembrem-se:

um revolucionário apenas

 não movimenta a história,

mas a união faz a força 

e edifica a vitória.

Autoria: Palloma Dornelas.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Carpe Diem


Aos amigos que chegaram
para aqueles que virão
e até mesmo aos que já passaram.
Que sejamos sempre alegres,
que não faltem motivos para comemorar
e se em algum momento a apatia chegar,
e na ausência da alegria quisermos habitar,
que consigamos motivos para driblar,
pois na efemeridade da vida,
o amor não há de faltar.

Que permaneçamos vivos
nesta bipolaridade
e em sua presença
possamos contemplar
o polo dos bons sentimentos
E que no furacão da loucura
o desejo da bravura
reinvente-nos por um instante
e este medo incessante
consiga retroceder
o medo que atormenta
a coragem de viver.


Autoria: Palloma Dornelas.




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Eclosão


Eu não sou o que a mídia apresenta
sou o avesso das especulações.
Eu sou uma alma cansada de injustiça
e  luto pela desapropriação.

O capitalismo concentrado 
no poder da burguesia,
suas terras
 suas riquezas
 os trabalhadores
 quem produziam.

O desejo foi se consolidando,
do singular se fez o plural
e unidos pela igualdade
eis que surge assim,
mais um movimento social.

Movimento dos trabalhadores sem terra,
sem dinheiro, sem receio
 sem medo de lutar!
Lutar pela democratização
 ao acesso às terras
 e Reforma Agrária Popular.

Autoria: Palloma Dornelas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Monotonia


É apenas um corpo...
um corpo que abriga uma alma
uma alma que não tem vida própria
uma vida mantida por decisões alheias
decisões que vão, que são e estão opostas as suas vontades
vontades que acabam sendo enfraquecidas
fracasso que não tem mais fim.

Uma alma cansada...
cansada de carregar uma culpa
culpa que alimenta um sofrimento
sofrimento que fortalece suas crenças
crenças que acabam sendo reais.
Mas, o que é real, quando suas vontades são fantasias quando ditas
e seus sentimentos passam despercebidos quando expressados?
Mas é apenas um corpo...
um corpo que abriga uma alma
uma alma que reclama de dor
uma alma que já não tem mais valor.

Autoria: Palloma Dornelas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Evolução das emoções


O processo de evolução
requer tempo e determinação.
E para progressão acontecer,
mudanças e adaptações precisam ocorrer.

Durante o período de modificação,
registrar o pensamento é a solução.
Pois ele permitirá avaliar
a forma inadequada de pensar e interpretar.

Para tomar uma decisão
de uma forma mais real,
é fundamental ter um
conhecimento emocional.
Pois em qualquer situação,
é necessário manter o equilíbrio
entre a razão e a emoção.

Se conseguires controlar as emoções
e aprender a ter mais auto-aceitação,
ficará mais fácil de reagir
a todos os obstáculos que 
começarem a surgir.

Autoria: Palloma Dornelas

Vencendo o inimigo




A cada caminhada
uma nova sensação
aumenta a ansiedade

 e acelera o coração.

Pensamentos automáticos

 começam a disparar
e a certeza dessa vez 

é que ''a morte vai me pegar''.

O surgimento de um novo sintoma 

faz o medo aparecer
e para evitar mais sofrimentos

 a solução é se esconder.

Mas, evitar situações, não irá solucionar
Pois se caso não enfrentar

seu corpo nunca conseguirá se habituar.
E todas às vezes que quiser sair

o medo passará sempre a impedir.

Uma vez adquirida

devemos aceitar
Até porque de doenças crônicas
 não podemos nos livrar.

Para lidar com a ansiedade

 o importante é se acalmar 
e sempre lembrar que de Síndrome do Pânico 
ninguém morreu e nunca morrerá. 

Autoria: Palloma Dornelas